OLÁ QUERIDOS SEGUIDORES, PASSEI UM TEMPO AFASTADO DO BLOG POR FALTA DO MESMO. NO ENTANTO ESTAREI DE VOLTA NOS PRÓXIMOS DIAS, PARA CONTINUARMOS AS NOSSAS DISCUSSÕES SOBRE ATUALIDADES PARA CONCURSOS. ESTAREI SEMPRE AO SEU LADO PARA A CONSTRUÇÃO DA SUA APROVAÇÃO. ME AFASTEI DOS CURSINHOS PREPARATÓRIOS DA CIDADE, ACREDITO QUE NO MOMENTO CERTO,POR ESTAR FAZENDO FALTA. APROVEITO A OPORTUNIDADE PARA AGRADECER A TODOS QUE ME ENCONTRAM NA RUA E ME PARABENIZAM E DIZEM QUE ESTOU FAZENDO FALTA. A PARTIR DE AGORA VOCÊS SÓ VAÕ TER ACESSO AOS MEUS MATERIAIS E A MINHA PESSOA ATRAVÉS DESTE BLOG. DE QUALQUER FORMA ESTOU A DISPOSIÇÃO DE TODOS ATRAVÉS DO BLOG OU DO EMAIL: leonardogeografia@hotmail.com
UM GRANDE ABRAÇO E ATÉ MAIS.
PROFESSOR LEONARDO DANTAS
quarta-feira, 16 de junho de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
SIMULADO
1.Com o fim da Guerra Fria e com o avanço do processo de globalização, um conjunto de transformações vem ocorrendo nas estruturas de poder mundial. Como reflexo desse processo, algumas organizações internacionais criadas no pós-guerra, como a ONU, o FMI e o BIRD, vêm perdendo importância, enquanto outras parecem adquirir maior peso na definição das grandes questões mundiais, como o G-8, o G-20, a OMC e a OCDE. Sobre essas novas organizações, é INCORRETA a seguinte opção.
a) O G-8 é o grupo formado pelas sete economias mais ricas do mundo desenvolvido: Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Canadá, acrescido da Rússia. Teve um papel importante na discussão de medidas para o enfrentamento da recente crise econômica mundial.
b) O G-20 é o grupo das nações mais pobres do mundo, que exibem os piores indicadores econômicos e sociais. Tem tido um papel fundamental no debate de temas como o endividamento externo, a concentração mundial da riqueza e a fome.
c) A OMC (Organização Mundial do Comércio), formada por cerca de 150 nações, tem tido um papel fundamental na supervisão dos acordos comerciais, na defesa do livre-comércio e na mediação de conflitos comerciais entre os países signatários.
d) A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), é formada por 30 países membros, responsáveis por mais da metade da economia mundial. Busca promover políticas que assegurem o crescimento econômico, a melhoria da qualidade de vida nos países membros e a liberalização do comércio.
2. “O real, implantado como a parte mais importante do Plano Real, faz hoje 15 anos. No dia 1º de julho de 1994 o país começou o uso, em substituição ao cruzeiro real, no que foi na época a maior troca de moeda em circulação da história - depois suplantada pela implantação do euro, em 2002.”
SALLES, Ygor. Folha On Line, 1/7/2009. Disponível em:. Acesso em 16 set. 2009.
Considerando-se a implantação do Plano Real, é correto afirmar que a(o)
a) política emissionista desvalorizou a moeda em médio prazo.
b) abertura ao capital especulativo estimulou o setor produtivo.
c) aumento das taxas de juros valorizou a moeda em relação ao dólar.
d) estímulo ao desequilíbrio fiscal contribuiu para a superação do déficit público.
e) investimento em programas sociais aumentou o poder aquisitivo das classes C e D
3. Sobre o conflito geopolítico no Afeganistão, afirma-se que:
I- mantém relação com a instabilidade regional e com a ordem global.
II- reprime padrões de interações locais e disputas tribais.
III- utiliza aspectos não bélicos de guerra como estratégias psicológicas e religião.
IV- atenua a globalização do crime por meio do tráfico de drogas, mercadorias e pessoas.
V- dificulta o desenvolvimento de medidas para estreitar laços econômicos e comerciais.
VI- congrega forças centrípetas advindas da ausência de autoridade central internacional.
Estão corretas apenas as alternativas
a) I, II, IV.
b) I, III e V.
c) II, III e VI
d) II, IV e V.
e) I, V e VI.
4. Um comunicado, em novembro do ano passado da Petrobrás afirma que Tupi no Pré-Sal tem reservas gigantes, o que fez com que os olhos do mundo se voltassem para o Brasil e ampliassem o debate acerca da camada pré-sal. À época do anúncio, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) chegou a dizer que o Brasil tem condições de se tornar exportador de petróleo com esse óleo. Para termos de comparação, as reservas provadas de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil ficaram em 13,920 bilhões (barris de óleo equivalente) em 2007, segundo o critério adotado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). Ou seja, se a nova estimativa estiver correta, Tupi tem potencial para até dobrar o volume de óleo e gás que poderá ser extraído do subsolo brasileiro.
I. O governo propõe um novo marco regulatório para o pré-sal, tornando a Petrobrás a única operadora a ser contratada.
II. O termo pré-sal refere-se a um conjunto de rochas localizadas nas porções marinhas de grande parte do litoral brasileiro, com potencial para a geração e acúmulo de petróleo.
III. A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros abaixo do leito do mar e engloba as bacias sedimentares do Espírito Santo, Campos e Santos.
IV. Vários campos e poços de petróleo já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi, que é considerado o principal, o de Guará, o de Bem- Te-Vi, o de Carioca, o de Júpiter e o de Iara.
a) todas as assertivas estão corretas.
b) apenas as assertivas i, ii e iii estão corretas.
c) apenas a assertiva i está correta.
d) apenas as assertivas i e ii estão corretas.
e) apenas a assertiva iii está correta.
5. “A Organização Mundial da Saúde advertiu para um aumento no número de casos da chamada gripe suína quando o inverno voltar ao hemisfério norte, no final do ano, e exortou a sociedade civil e organizações não-governamentais a ajudarem os governos a conter a pandemia com redes de informações e campanhas educativas” (Folha de S.Paulo, 22 de agosto de 2009, p. C5).
Considerando o fragmento acima e seus conhecimentos a respeito do assunto, marque a alternativa incorreta:
a) A chamada gripe suína é doença típica de acometimento intenso apenas nos países pobres, tendo como causa principal as péssimas condições sanitárias.
b) Embora possa ocorrer em qualquer época do ano, a gripe suína é mais comum no inverno. Como o inverno no hemisfério norte só chega no final do ano, justifica-se o alerta da Organização Mundial da Saúde.
c) Pandemia significa epidemia generalizada, podendo ocorrer em diversos países ao mesmo tempo.
d) A gripe suína tem transmissão virótica e em 2009 atingiu grande número de pessoas no México e EUA
e) No Brasil em 2010 inicia-se ampla campanha de vacinação dos grupos mais acometidos e/ou mais sujeitos a contaminação pelos H1N1.
6. No plano da política internacional, o ano de 2009 foi marcado pelos protestos, na República Islâmica do Irã, de manifestantes contrários ao resultado da eleição que reconduziu ao cargo o atual presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, numa votação que eles alegam ter sido fraudada. Sobre esse importante país asiático, assinale a alternativa INCORRETA.
a) Constitui-se num Estado teocrático desde a Revolução Islâmica de 1979, quando foi derrubado o governo pró-Ocidente.
b) Atualmente possui um dos governos mais alinhados à política antiamericana e anti-israelense no mundo.
c) No cenário energético mundial, destaca-se como grande produtor e exportador de petróleo.
d) Na busca de influência geopolítica entre os países árabes, apoiou à vitoriosa vitoriosas independência do Estado Palestino contra Israel
e) O sistema político do país permite eleições diretas, mas assegura participação efetiva dos clérigos nas decisões tomadas nas diversas esferas do Estado.
7. Em 2010 a África do Sul sediará a Copa de Mundo de Futebol, a primeira a ocorrer em continente africano, numa decorrência direta do processo de globalização. Tal evento marcará decisivamente o destino daquele país, reconhecido como um território de rica diversidade linguística e cultural, mas com uma história de exploração e domínio, que repercute nos seus índices de contaminação por AIDS, por exemplo.
Sobre as consequências que a Copa do Mundo acarretará para a história da África do Sul, pode-se afirmar:
(A) aumentará as exportações de diamantes, dilapidados em pequenas unidades familiares na região de Kimberley, produzindo recursos que serão direcionados para a melhoria das condições de saúde da população, confirmando o ditado popular “o diamante é vida”.
(B) representará um grande incentivo à indústria do turismo desse país, cujo crescimento é, em parte, consequência do fim do sistema de apartheid e ainda apresenta dificuldades com relação aos processos de acumulação de riqueza e às desigualdades sociais.
(C) marcará a consolidação do processo de emancipação do país, iniciado, entre os anos de 1994 e 1999, por Nelson Mandela, que por sua origem inglesa foi o responsável pela divulgação dos ideais europeus de harmonia entre as raças.
(D) legitimará a chamada Lei da Terra (Natives Land Acts) de 1913, pela qual os negros adquiriram a condição de acesso sobre 7,5% das terras da África do Sul, incluindo os territórios tribais e os direitos dos negros de terem assento no Parlamento.
(E) eliminará as chamadas fronteiras étnicas − um dos mais graves problemas do continente africano – que tiveram como resultado um dos mais trágicos conflitos étnicos ocorridos nos anos 1990 na região de Biafra, África do Sul.
a) O G-8 é o grupo formado pelas sete economias mais ricas do mundo desenvolvido: Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Canadá, acrescido da Rússia. Teve um papel importante na discussão de medidas para o enfrentamento da recente crise econômica mundial.
b) O G-20 é o grupo das nações mais pobres do mundo, que exibem os piores indicadores econômicos e sociais. Tem tido um papel fundamental no debate de temas como o endividamento externo, a concentração mundial da riqueza e a fome.
c) A OMC (Organização Mundial do Comércio), formada por cerca de 150 nações, tem tido um papel fundamental na supervisão dos acordos comerciais, na defesa do livre-comércio e na mediação de conflitos comerciais entre os países signatários.
d) A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), é formada por 30 países membros, responsáveis por mais da metade da economia mundial. Busca promover políticas que assegurem o crescimento econômico, a melhoria da qualidade de vida nos países membros e a liberalização do comércio.
2. “O real, implantado como a parte mais importante do Plano Real, faz hoje 15 anos. No dia 1º de julho de 1994 o país começou o uso, em substituição ao cruzeiro real, no que foi na época a maior troca de moeda em circulação da história - depois suplantada pela implantação do euro, em 2002.”
SALLES, Ygor. Folha On Line, 1/7/2009. Disponível em:
Considerando-se a implantação do Plano Real, é correto afirmar que a(o)
a) política emissionista desvalorizou a moeda em médio prazo.
b) abertura ao capital especulativo estimulou o setor produtivo.
c) aumento das taxas de juros valorizou a moeda em relação ao dólar.
d) estímulo ao desequilíbrio fiscal contribuiu para a superação do déficit público.
e) investimento em programas sociais aumentou o poder aquisitivo das classes C e D
3. Sobre o conflito geopolítico no Afeganistão, afirma-se que:
I- mantém relação com a instabilidade regional e com a ordem global.
II- reprime padrões de interações locais e disputas tribais.
III- utiliza aspectos não bélicos de guerra como estratégias psicológicas e religião.
IV- atenua a globalização do crime por meio do tráfico de drogas, mercadorias e pessoas.
V- dificulta o desenvolvimento de medidas para estreitar laços econômicos e comerciais.
VI- congrega forças centrípetas advindas da ausência de autoridade central internacional.
Estão corretas apenas as alternativas
a) I, II, IV.
b) I, III e V.
c) II, III e VI
d) II, IV e V.
e) I, V e VI.
4. Um comunicado, em novembro do ano passado da Petrobrás afirma que Tupi no Pré-Sal tem reservas gigantes, o que fez com que os olhos do mundo se voltassem para o Brasil e ampliassem o debate acerca da camada pré-sal. À época do anúncio, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) chegou a dizer que o Brasil tem condições de se tornar exportador de petróleo com esse óleo. Para termos de comparação, as reservas provadas de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil ficaram em 13,920 bilhões (barris de óleo equivalente) em 2007, segundo o critério adotado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). Ou seja, se a nova estimativa estiver correta, Tupi tem potencial para até dobrar o volume de óleo e gás que poderá ser extraído do subsolo brasileiro.
I. O governo propõe um novo marco regulatório para o pré-sal, tornando a Petrobrás a única operadora a ser contratada.
II. O termo pré-sal refere-se a um conjunto de rochas localizadas nas porções marinhas de grande parte do litoral brasileiro, com potencial para a geração e acúmulo de petróleo.
III. A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros abaixo do leito do mar e engloba as bacias sedimentares do Espírito Santo, Campos e Santos.
IV. Vários campos e poços de petróleo já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi, que é considerado o principal, o de Guará, o de Bem- Te-Vi, o de Carioca, o de Júpiter e o de Iara.
a) todas as assertivas estão corretas.
b) apenas as assertivas i, ii e iii estão corretas.
c) apenas a assertiva i está correta.
d) apenas as assertivas i e ii estão corretas.
e) apenas a assertiva iii está correta.
5. “A Organização Mundial da Saúde advertiu para um aumento no número de casos da chamada gripe suína quando o inverno voltar ao hemisfério norte, no final do ano, e exortou a sociedade civil e organizações não-governamentais a ajudarem os governos a conter a pandemia com redes de informações e campanhas educativas” (Folha de S.Paulo, 22 de agosto de 2009, p. C5).
Considerando o fragmento acima e seus conhecimentos a respeito do assunto, marque a alternativa incorreta:
a) A chamada gripe suína é doença típica de acometimento intenso apenas nos países pobres, tendo como causa principal as péssimas condições sanitárias.
b) Embora possa ocorrer em qualquer época do ano, a gripe suína é mais comum no inverno. Como o inverno no hemisfério norte só chega no final do ano, justifica-se o alerta da Organização Mundial da Saúde.
c) Pandemia significa epidemia generalizada, podendo ocorrer em diversos países ao mesmo tempo.
d) A gripe suína tem transmissão virótica e em 2009 atingiu grande número de pessoas no México e EUA
e) No Brasil em 2010 inicia-se ampla campanha de vacinação dos grupos mais acometidos e/ou mais sujeitos a contaminação pelos H1N1.
6. No plano da política internacional, o ano de 2009 foi marcado pelos protestos, na República Islâmica do Irã, de manifestantes contrários ao resultado da eleição que reconduziu ao cargo o atual presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, numa votação que eles alegam ter sido fraudada. Sobre esse importante país asiático, assinale a alternativa INCORRETA.
a) Constitui-se num Estado teocrático desde a Revolução Islâmica de 1979, quando foi derrubado o governo pró-Ocidente.
b) Atualmente possui um dos governos mais alinhados à política antiamericana e anti-israelense no mundo.
c) No cenário energético mundial, destaca-se como grande produtor e exportador de petróleo.
d) Na busca de influência geopolítica entre os países árabes, apoiou à vitoriosa vitoriosas independência do Estado Palestino contra Israel
e) O sistema político do país permite eleições diretas, mas assegura participação efetiva dos clérigos nas decisões tomadas nas diversas esferas do Estado.
7. Em 2010 a África do Sul sediará a Copa de Mundo de Futebol, a primeira a ocorrer em continente africano, numa decorrência direta do processo de globalização. Tal evento marcará decisivamente o destino daquele país, reconhecido como um território de rica diversidade linguística e cultural, mas com uma história de exploração e domínio, que repercute nos seus índices de contaminação por AIDS, por exemplo.
Sobre as consequências que a Copa do Mundo acarretará para a história da África do Sul, pode-se afirmar:
(A) aumentará as exportações de diamantes, dilapidados em pequenas unidades familiares na região de Kimberley, produzindo recursos que serão direcionados para a melhoria das condições de saúde da população, confirmando o ditado popular “o diamante é vida”.
(B) representará um grande incentivo à indústria do turismo desse país, cujo crescimento é, em parte, consequência do fim do sistema de apartheid e ainda apresenta dificuldades com relação aos processos de acumulação de riqueza e às desigualdades sociais.
(C) marcará a consolidação do processo de emancipação do país, iniciado, entre os anos de 1994 e 1999, por Nelson Mandela, que por sua origem inglesa foi o responsável pela divulgação dos ideais europeus de harmonia entre as raças.
(D) legitimará a chamada Lei da Terra (Natives Land Acts) de 1913, pela qual os negros adquiriram a condição de acesso sobre 7,5% das terras da África do Sul, incluindo os territórios tribais e os direitos dos negros de terem assento no Parlamento.
(E) eliminará as chamadas fronteiras étnicas − um dos mais graves problemas do continente africano – que tiveram como resultado um dos mais trágicos conflitos étnicos ocorridos nos anos 1990 na região de Biafra, África do Sul.
SIMULADO MODELO CESPE
Meus queridos segue o simulado modelo cespe que havia prometido a vocês, estudem leiam e releiam. O gabrito será dado durante as minhas aulas, por uma questão de segurança.
As relações entre o desenvolvimento econômico e o meio ambiente, que se destacam na agenda de governos e organismos internacionais, têm sido objeto de diversas iniciativas no plano multilateral nas últimas décadas. A respeito desse tema, julgue C ou E.
1. O Protocolo de Quioto fixou as metas de redução de emissão de gases que provocam o efeito estufa, a serem cumpridas pelos países industrializados em 5,2% a partir da verificação do ano de 1990 de forma compulsória para os que ratificaram o acordo.
2. Os EUA na Era Obama declarou recentemente no encontro da COP-15 na Dinamarca que seu país ratificará o Protocolo de Quioto, contrariando assim a posição de seu antecessor.
3. A comunidade internacional, de forma geral, considerou satisfatórios os resultados da COP 15 (15.ª
Conferência das Partes da Convenção das Mudanças Climáticas), realizada em Copenhague, em dezembro de 2009. O
4. Brasil teve participação de destaque na COP 15, onde negociou ativamente o Acordo de Copenhague e defendeu a constituição de fundo para se financiarem, em países pobres, com recursos canalizados por meio de organismos multilaterais, inclusive do sistema das Nações Unidas, ações em que se empreguem tecnologias concernentes ao aquecimento global.
5. O Brasil foi para a COP-15 com duas propostas: redução de 36,1% a 38,9% dos GEE e de 80% do desmatamento amazônico até 2020.
Texto 1. Em maio de 2008, foi realizada, em Brasília, a Reunião Extraordinária de Cúpula de Chefes de Estado e de Governo que resultou na criação da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL).
Texto 2. O Brasil considera prioritários a estabilidade política e o fortalecimento institucional da integração na América do Sul.
Sobre esses temas, julgue C ou E.
6. Um dos objetivos da UNASUL é apoiar a implantação de infraestrutura física regional que permita a intensificação dos fluxos de comércio, o aprimoramento de prestação de serviços e a redução dos tempos e do custo do trânsito de bens, pessoas e serviços entre os países-membros.
7. A UNASUL tem como prioridade eliminar as assimetrias existentes na região, contribuindo, inclusive, para que os países-membros passem a estabelecer com o Brasil um comércio superavitário.
8. Após a aprovação, pelo Senado Federal, em dezembro de 2009, do protocolo de adesão da Venezuela ao MERCOSUL, resta apenas a ratificação por parte do Paraguai para que o processo de incorporação do país seja aceito em definitivo.
9. A polêmica questão da instalação de bases norte-americanas na Colômbia tem sido discutida na América do Sul como um caso de soberania interna deste país, não causando assim grandes contrariedades com outros governos da região.
10. Tendo como parâmetro as FARC e ELN grupos que atuam na Colômbia, podemos afirmar que o Brasil tem como política reconhecer como terrorista qualquer organização que seja assim considerada por países com os quais o nosso país mantém relações diplomáticas.
Os atuais acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC), resultantes da Rodada Uruguai de Negociações Multilaterais de Comércio (1986-1994), estabelecem regras para os mais diversos aspectos do comércio internacional, expandindo, claramente, o escopo temático da “época GATT”. Acerca do arcabouço normativo criado e de seus possíveis impactos, assinale a opção correta.
11. De maneira geral temos a oposição entre os países centrais e os periféricos em torno de questões como protecionismo não tarifário e lei de propriedade intelectual.
12. Os países em desenvolvimento exigem abertura no setor de agropecuária e de produtos industrializados de baixa tecnologia, onde são competitivos
Acerca da atual crise econômica internacional, julgue C ou E.
13. Além de envolver grandes bancos e o sistema financeiro internacional, a crise atual tem sido considerada uma crise de paradigmas, em particular da certeza de que os mercados podem autorregular-se e recuperar o equilíbrio automaticamente, dispensando a intervenção do Estado.
14. Como membro do G-20, o Brasil insistiu na necessidade de se prover a economia mundial com créditos para o desenvolvimento, incrementar a regulação financeira, desenvolver políticas anticíclicas e combater os paraísos fiscais.
Em algum momento, daqui a um ou dois anos, uma mulher vai dar à luz na favela de Ajengunle, em Lagos, na Nigéria; um rapaz fugirá de sua aldeia, no oeste de Java, para as luzes brilhantes de Jacarta ou um fazendeiro partirá com a família empobrecida para um dos inumeráveis pueblos jovenes de Lima. O fato exato não importa e passará totalmente despercebido. Ainda assim, representará um divisor de águas na história humana, comparável ao Neolítico ou às revoluções industriais. Pela primeira vez, a população urbana da Terra será mais numerosa do que a rural.
Mike Davis. Planeta Favela. São Paulo: Boitempo, 2006, p. 13.
A partir desse texto e no que concerne à dinâmica de urbanização observada, no mundo, nas últimas décadas, julgue C ou E.
15. O êxodo rural deriva-se de dois fatores principais repulsão do campo (mecanização, concentração fundiária, etc.) e de atração das cidades (emprego, acesso a bens de consumo, etc.).
16. Nos países pobres, a migração para as cidades deve-se à grande oferta de empregos formais em indústrias realocadas pelo processo de globalização, evidência de que o setor secundário da economia rapidamente suplanta, nos países de intensa migração interna, os setores primário e terciário.
Bons estudos e até a aprovação.
As relações entre o desenvolvimento econômico e o meio ambiente, que se destacam na agenda de governos e organismos internacionais, têm sido objeto de diversas iniciativas no plano multilateral nas últimas décadas. A respeito desse tema, julgue C ou E.
1. O Protocolo de Quioto fixou as metas de redução de emissão de gases que provocam o efeito estufa, a serem cumpridas pelos países industrializados em 5,2% a partir da verificação do ano de 1990 de forma compulsória para os que ratificaram o acordo.
2. Os EUA na Era Obama declarou recentemente no encontro da COP-15 na Dinamarca que seu país ratificará o Protocolo de Quioto, contrariando assim a posição de seu antecessor.
3. A comunidade internacional, de forma geral, considerou satisfatórios os resultados da COP 15 (15.ª
Conferência das Partes da Convenção das Mudanças Climáticas), realizada em Copenhague, em dezembro de 2009. O
4. Brasil teve participação de destaque na COP 15, onde negociou ativamente o Acordo de Copenhague e defendeu a constituição de fundo para se financiarem, em países pobres, com recursos canalizados por meio de organismos multilaterais, inclusive do sistema das Nações Unidas, ações em que se empreguem tecnologias concernentes ao aquecimento global.
5. O Brasil foi para a COP-15 com duas propostas: redução de 36,1% a 38,9% dos GEE e de 80% do desmatamento amazônico até 2020.
Texto 1. Em maio de 2008, foi realizada, em Brasília, a Reunião Extraordinária de Cúpula de Chefes de Estado e de Governo que resultou na criação da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL).
Texto 2. O Brasil considera prioritários a estabilidade política e o fortalecimento institucional da integração na América do Sul.
Sobre esses temas, julgue C ou E.
6. Um dos objetivos da UNASUL é apoiar a implantação de infraestrutura física regional que permita a intensificação dos fluxos de comércio, o aprimoramento de prestação de serviços e a redução dos tempos e do custo do trânsito de bens, pessoas e serviços entre os países-membros.
7. A UNASUL tem como prioridade eliminar as assimetrias existentes na região, contribuindo, inclusive, para que os países-membros passem a estabelecer com o Brasil um comércio superavitário.
8. Após a aprovação, pelo Senado Federal, em dezembro de 2009, do protocolo de adesão da Venezuela ao MERCOSUL, resta apenas a ratificação por parte do Paraguai para que o processo de incorporação do país seja aceito em definitivo.
9. A polêmica questão da instalação de bases norte-americanas na Colômbia tem sido discutida na América do Sul como um caso de soberania interna deste país, não causando assim grandes contrariedades com outros governos da região.
10. Tendo como parâmetro as FARC e ELN grupos que atuam na Colômbia, podemos afirmar que o Brasil tem como política reconhecer como terrorista qualquer organização que seja assim considerada por países com os quais o nosso país mantém relações diplomáticas.
Os atuais acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC), resultantes da Rodada Uruguai de Negociações Multilaterais de Comércio (1986-1994), estabelecem regras para os mais diversos aspectos do comércio internacional, expandindo, claramente, o escopo temático da “época GATT”. Acerca do arcabouço normativo criado e de seus possíveis impactos, assinale a opção correta.
11. De maneira geral temos a oposição entre os países centrais e os periféricos em torno de questões como protecionismo não tarifário e lei de propriedade intelectual.
12. Os países em desenvolvimento exigem abertura no setor de agropecuária e de produtos industrializados de baixa tecnologia, onde são competitivos
Acerca da atual crise econômica internacional, julgue C ou E.
13. Além de envolver grandes bancos e o sistema financeiro internacional, a crise atual tem sido considerada uma crise de paradigmas, em particular da certeza de que os mercados podem autorregular-se e recuperar o equilíbrio automaticamente, dispensando a intervenção do Estado.
14. Como membro do G-20, o Brasil insistiu na necessidade de se prover a economia mundial com créditos para o desenvolvimento, incrementar a regulação financeira, desenvolver políticas anticíclicas e combater os paraísos fiscais.
Em algum momento, daqui a um ou dois anos, uma mulher vai dar à luz na favela de Ajengunle, em Lagos, na Nigéria; um rapaz fugirá de sua aldeia, no oeste de Java, para as luzes brilhantes de Jacarta ou um fazendeiro partirá com a família empobrecida para um dos inumeráveis pueblos jovenes de Lima. O fato exato não importa e passará totalmente despercebido. Ainda assim, representará um divisor de águas na história humana, comparável ao Neolítico ou às revoluções industriais. Pela primeira vez, a população urbana da Terra será mais numerosa do que a rural.
Mike Davis. Planeta Favela. São Paulo: Boitempo, 2006, p. 13.
A partir desse texto e no que concerne à dinâmica de urbanização observada, no mundo, nas últimas décadas, julgue C ou E.
15. O êxodo rural deriva-se de dois fatores principais repulsão do campo (mecanização, concentração fundiária, etc.) e de atração das cidades (emprego, acesso a bens de consumo, etc.).
16. Nos países pobres, a migração para as cidades deve-se à grande oferta de empregos formais em indústrias realocadas pelo processo de globalização, evidência de que o setor secundário da economia rapidamente suplanta, nos países de intensa migração interna, os setores primário e terciário.
Bons estudos e até a aprovação.
SIMULADO ATUALIDADES
É HOJE.... DAQUI A POUCO.... SIMULADO MODELO CESPE....PREPAREM-SE.... REZE UM PAI-NOSSO E UMA AVE MARIA QUE DAQUI A POUCO SAI.....
UM ABRAÇO E ATÉ A APROVAÇÃO!!!
UM ABRAÇO E ATÉ A APROVAÇÃO!!!
quarta-feira, 24 de março de 2010
Meus queridos alunos,
é muito importante que vocês entendam que esse blog é feito com a maior boa vontade para tentar ajudá-los onde eu não ganho dinheiro com ele, mas mesmo assim estou sempre dedicando parte do meu tempo para atualiza-lo. Portanto eu não posso elaborar materiais exclusivos para determinados alunos que me escrevem insistentemente pedindo ou exigindo que diariamente seja feita atualizações.
Primeiro que só coloco o que realmente é interessante, segundo que tudo depende da minha disponibilidade.
Sei que todos estão ansiosos, mas vamos com calma.
Um grande abraço e até a APROVAÇÃO.
é muito importante que vocês entendam que esse blog é feito com a maior boa vontade para tentar ajudá-los onde eu não ganho dinheiro com ele, mas mesmo assim estou sempre dedicando parte do meu tempo para atualiza-lo. Portanto eu não posso elaborar materiais exclusivos para determinados alunos que me escrevem insistentemente pedindo ou exigindo que diariamente seja feita atualizações.
Primeiro que só coloco o que realmente é interessante, segundo que tudo depende da minha disponibilidade.
Sei que todos estão ansiosos, mas vamos com calma.
Um grande abraço e até a APROVAÇÃO.
[20 anos do Plano Collor]
A História do Plano Collor
O presidente Fernando Collor de Mello chega ao poder depois de uma disputa no segundo turno com Luiz Inácio Lula da Silva, que surgiu dos movimentos de luta dos trabalhadores do ABC, tinha sido um importante líder sindical e era o grande nome do PT. Sua figura contrastava com a de Collor, que vinha da elite, porem não tinha de nenhum partido forte que o apoiava, mas soube usar com eficiência o marketing, e temas de moralização. Iria combater os altos salários do funcionalismo público, que denominava de marajás, com isso iludiu o povo e também teve apoio da mídia mais poderosa, e conseguiu se eleger.
"Plano Collor" - A inflação em um ano de março de 1989 a março de 1990 chegou a 4.853%, e no governo anterior teve vários planos fracassados de conter a inflação. Depois de sua posse, Collor anuncia um pacote econômico no dia 15 de março de 1990, o Plano Brasil Novo. Esse plano tinha como objetivo por fim a crise, ajustar a economia e elevar o país do terceiro para o Primeiro Mundo. O cruzado novo é substituído pelo "cruzeiro", bloqueia por 18 meses os saldos das contas correntes, cadernetas de poupança e demais investimentos superiores a Cr$ 50.000,00. Os preços foram tabelados e depois liberados gradualmente. Os salários foram pré-fixados e depois negociados entre patrões e empregados. Os impostos e tarifas aumentaram e foram criados outros tributos, são suspensos os incentivos fiscais não garantidos pela Constituição. É Anunciado corte nos gastos públicos, também se reduz a máquina do Estado com a demissão de funcionários e privatização de empresas estatais. O plano também prevê a abertura do mercado interno, com a redução gradativa das alíquotas de importação.
As empresas foram surpreendidas com o plano econômico e sem liquidez pressionam o governo. A ministra da economia Zélia Cardoso de Mello, faz a liberação gradativa do dinheiro retido, denominado de "operação torneirinha", para pagamento de taxas, impostos municipais e estaduais, folhas de pagamento e contribuições previdenciárias. O governo libera os investimentos dos grandes empresários, e deixa retido somente o dinheiro dos poupadores individuais.
Recessão - No inicio do Plano Collor a inflação foi reduzida porque o plano era ousado e radical, tirava o dinheiro de circulação, porem com a redução da inflação iniciava-se a maior recessão da história no Brasil, houve aumento de desemprego, muitas empresas fecharam as portas e a produção diminui consideravelmente, tem uma queda de 26% em abril de 1990, em relação a abril de 1989. As empresas são obrigadas a reduzirem a produção, jornada de trabalho e salários, ou demitir funcionários. Só em São Paulo nos primeiros seis meses de 1990, 170 mil postos de trabalho deixaram de existir, foi o pior resultado, desde a crise do início da década de 80. O Produto Interno Bruto diminui de US$ 453 bilhões em 1989 para US$ 433 bilhões em 1990.
Collor parecia alheio a sua política econômica desastrosa, procurava passar uma imagem de super-homem, sempre aparecendo na mídia se exibindo, pilotando uma aeronave, fazendo caminhadas, praticando esportes etc. Mostrava uma personalidade forte, vaidoso, arrojado, combativo e moderno. Quem não lembra da frase "Tenho aquilo roxo".
Privatizações - Em 16 de agosto de 1990 o Programa Nacional de Desestatização que estava previsto no Plano Collor é regulamentado e a Usiminas é a primeira estatal a ser privatizada, através de um leilão em outubro de 1991. Depois mais 25 estatais foram privatizadas até o final de 1993, quando Itamar Franco já estava à frente do governo brasileiro, com grandes transferências patrimoniais do setor público para o setor privado. Sendo que o processo de privatização dos setores petroquímico e siderúrgico já está praticamente concluído. Então se inicia a negociação do setor de telecomunicações e elétrico, há uma tentativa de limitar as privatizações à construção de grandes obras e à abertura do capital das estatais, mantendo o controle acionário pelo Estado.
Plano Collor II - A inflação entra em cena novamente com um índice mensal de 19,39% em dezembro de 1990 e o acumulado do ano chega a 1.198%, o governo se vê obrigado a tomar algumas medidas. É decretado o Plano Collor II em 31 de janeiro de 1991. Tinha como objetivo controlar a ciranda financeira, extingue as operações de overnight e cria o Fundo de Aplicações Financeiras (FAF) onde centraliza todas as operações de curto prazo, acaba com o Bônus do Tesouro Nacional fiscal (BTNf), o qual era usado pelo mercado para indexar preços, passa a utilizar a Taxa Referencial Diária (TRD) com juros prefixados e aumenta o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Pratica uma política de juros altos, e faz um grande esforço para desindexar a economia e tenta mais um congelamento de preços e salários. Um deflator é adotado para os contratos com vencimento após 1º de fevereiro. O governo acreditava que aumentando a concorrência no setor industrial conseguiria segurar a inflação, então se cria um cronograma de redução das tarifas de importação, reduzindo a inflação de 1991 para 481%.
A recuperação da economia iniciou-se no final de 1992, após um grande processo de reestruturação interna das industrias. Foi fundamental a abertura do mercado brasileiro para produtos importados, a qual obrigou a industria nacional a investir alto na modernização do processo produtivo, qualidade e lançamento de novos produtos no mercado. As empresas que queriam permanecer no mercado tiveram que rever seus métodos administrativos, bem como da organização, reduzindo os custos de gerenciamento, as atividades foram centralizadas, muitos setores terceirizados. As empresas são obrigadas a investir pesado na automação, reduz a hierarquia interna nas industrias, então cresce a produtividade. Toda essa modernidade era necessária para as empresas se tornarem mais competitiva, tanto no mercado interno quanto no mercado externo. O aumento de produtividade foi fundamental para a sobrevivência das empresas, porem para os trabalhadores, significava perdas de postos de trabalho, quer dizer com menos funcionários se produziam mais, então aumenta o desemprego dos brasileiros, que em 1993 só na Grande São Paulo chega a um milhão e duzentos mil trabalhadores desempregados.
Impeachment de Collor - O Presidente da Republica foi substituído sem derramamento de sangue, golpe militar ou qualquer tipo de violência. Foi um processo pela via legal e demonstrou amadurecimento do povo e dos políticos brasileiros, o que foi excepcional para a América Latina. Collor pregava a moralidade, combate à corrupção, porem em seu governo foram constatados muitos casos de corrupção. Paulo César Faria o PC envolvido no esquema de corrupção dentro do próprio governo Collor, sendo que a CPI apurou que muito dinheiro foi para a conta corrente de Collor. Para se ter uma idéia da gravidade, custou aos cofres brasileiro, só para as despesas pessoais do presidente US$10 milhões e 600 mil. Ministros foram denunciados de corrupção, porem não houve condenações, Paulo César Farias chegou a ser preso, mas em pouco tempo ganhou a liberdade e foi curtir uma mansão na praia, onde foi encontrado morto crivado de balas. A policia não conseguiu provar nada, porem a opinião do povo era uma só, seria uma queima de arquivos.
Manoel Ruiz
Org. Prof. Alex Mendes
Marcado pelo bloqueio da poupança, Plano Collor completa 20 anos
Inflação seria combatida na demanda: sem dinheiro, é impossível consumir.
Para professor, plano era inaplicável e levaria a quebra dos bancos.
Fernando Scheller e Laura Naime Do G1, em São Paulo
Há 20 anos, em março de 1990, o presidente Fernando Collor de Mello iniciava seu mandato com um plano econômico que prometia acabar com a maior vilã da economia na época, a inflação, com um só golpe. Para isso, abandonou as estratégias de congelamento de preços de medidas anteriores, como o Plano Cruzado, e apostou suas fichas na redução da quantidade de dinheiro em circulação no país, com o bloqueio de aplicações financeiras.
Quando Collor assumiu, a inflação brasileira estava perto de 2.000% ao ano. No segundo semestre de 1989, segundo Carlos Eduardo Carvalho, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a alta dos preços saiu de controle. Desde o início dos anos 1980, apesar dos índices muito altos, o professor diz resultado era mais ou menos previsível. “A gente projetava 13%, dava 14% ou 12,5%. Mas dava para ter uma ideia.”
Diante do cenário de hiperinflação que se configurava na época, o raciocínio por trás do bloqueio da poupança era simples: reduzir a quantidade de dinheiro girando na economia, para que as pessoas não tivessem como comprar, controlando assim os preços. De acordo com Carvalho, o Plano Cruzado havia deixado uma lição: com dinheiro na mão, a população vai às compras; e com a demanda em alta, os preços voltam a subir.
Além de tirar o dinheiro de circulação – prometendo a devolução 18 meses depois, em parcelas e com remuneração pré-fixada –, o governo também baixou outras medidas de austeridade, lembra Paulo Mansur Levy, professor da PUC-RJ e economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea): definiu um plano de redução de quadros públicos e acabou com a correção diária das aplicações pelo "overnight", que era visto como um “alimentador” da inflação.
Sem surpresas
De acordo com o professor da PUC-SP, o bloqueio do dinheiro não foi exatamente uma surpresa no meio econômico: a possibilidade vinha sendo abertamente discutida. "Era algo absolutamente difundido. Eu tirei todo o meu dinheiro do banco e eu não tinha contato nenhum [com a equipe do governo Collor]. Eu estava na assessoria do PT. Não foi uma surpresa, não foi um raio no céu claro. A questão estava sendo discutida intensamente."
Carvalho defende, porém, que o choque de demanda era inexequível dadas as condições econômicas da época – a América Latina, pós-moratória nos anos 1980, estava sem financiamento externo; a economia não tinha "colchão" de liquidez. "Há quem diga que o plano não foi aplicado direito. Mas ele era inaplicável. Não tinha condições de manter o dinheiro [preso] naqueles termos sem uma recessão de grandes proporções e a quebra dos bancos."
Diante da ineficiência da medida, por si só, em acabar com a inflação – nos meses seguintes ao bloqueio do dinheiro, a taxa recuou de 70% para cerca de 10% ao mês –, o governo foi aos poucos afrouxando o aperto. Nas palavras de Levy, abriu as chamadas "torneirinhas", abrindo exceções aqui e ali, liberando parte do dinheiro retido a alguns setores. Em seis meses, segundo Carvalho, a política econômica tinha basicamente voltado ao modelo anterior ao plano.
'Ano negro'
Mesmo com a liberação de dinheiro da economia, 1990 foi um ano negro para a economia, que encolheu 4,2%, conforme o Fundo Monetário Internacional (FMI). "As 'torneirinhas' evitaram que o Brasil tivesse uma recessão ainda maior do que teve", explica o professor da PUC-RJ. Ele diz que as iniciativas em outros setores, como o corte de gastos com a demissão de servidores públicos, também não tiveram o efeito esperado na alta dos preços.
À medida que o aperto econômico se afrouxou para evitar uma recessão sem precedentes, a inflação voltou a crescer; de acordo com o economista da PUC-SP, no fim de 1990 a taxa mensal já estava próxima de 20%. Diante do tamanho do baque causado na economia, o Plano Collor, no que se refere a seu principal objetivo, teve muito pouco efeito: "Foi muito pouco, pelo tamanho do rolo que foi. Usou bala para elefante e acertou passarinho."
Entretanto, nem toda a herança do plano foi negativa. No que se refere à liberalização comercial, Carlos Eduardo Carvalho defende que o Plano Collor deu as bases para o núcleo da política econômica que o Brasil tem hoje. "[O plano definiu] programa de privatizações, regulação da economia e redução de subsídios. Significou o fim de 60, 70 anos de política desenvolvimentista. [Neste sentido], ele é completamente superior à imagem que ficou dele."
Collor x Real
Carvalho explica que, quatro anos depois, o Plano Real foi possível (e bem-sucedido) porque foi idealizado em um Brasil diferente, muito mais capitalizado, que permitiu que se pagasse a conta da paridade com o dólar e a "invasão" dos importados. "Os planejadores do real montaram em cima de uma montanha de reservas e soltaram o touro. Em seis meses, de um superávit comercial de US$ 10 bilhões, passou-se para um déficit projetado de US$ 10 bilhões. Foi um ajuste de US$ 20 bilhões, pago com as reservas."
O economista diz que os conselheiros econômicos do PSDB do Rio de Janeiro, os idealizadores do Plano Real, tinham uma "afinidade envergonhada" com o Plano Collor. "[O Plano Real] está desenhado lá [no Plano Collor], com exceção do bloqueio. Era a política que eles gostariam de fazer."
O presidente Fernando Collor de Mello chega ao poder depois de uma disputa no segundo turno com Luiz Inácio Lula da Silva, que surgiu dos movimentos de luta dos trabalhadores do ABC, tinha sido um importante líder sindical e era o grande nome do PT. Sua figura contrastava com a de Collor, que vinha da elite, porem não tinha de nenhum partido forte que o apoiava, mas soube usar com eficiência o marketing, e temas de moralização. Iria combater os altos salários do funcionalismo público, que denominava de marajás, com isso iludiu o povo e também teve apoio da mídia mais poderosa, e conseguiu se eleger.
"Plano Collor" - A inflação em um ano de março de 1989 a março de 1990 chegou a 4.853%, e no governo anterior teve vários planos fracassados de conter a inflação. Depois de sua posse, Collor anuncia um pacote econômico no dia 15 de março de 1990, o Plano Brasil Novo. Esse plano tinha como objetivo por fim a crise, ajustar a economia e elevar o país do terceiro para o Primeiro Mundo. O cruzado novo é substituído pelo "cruzeiro", bloqueia por 18 meses os saldos das contas correntes, cadernetas de poupança e demais investimentos superiores a Cr$ 50.000,00. Os preços foram tabelados e depois liberados gradualmente. Os salários foram pré-fixados e depois negociados entre patrões e empregados. Os impostos e tarifas aumentaram e foram criados outros tributos, são suspensos os incentivos fiscais não garantidos pela Constituição. É Anunciado corte nos gastos públicos, também se reduz a máquina do Estado com a demissão de funcionários e privatização de empresas estatais. O plano também prevê a abertura do mercado interno, com a redução gradativa das alíquotas de importação.
As empresas foram surpreendidas com o plano econômico e sem liquidez pressionam o governo. A ministra da economia Zélia Cardoso de Mello, faz a liberação gradativa do dinheiro retido, denominado de "operação torneirinha", para pagamento de taxas, impostos municipais e estaduais, folhas de pagamento e contribuições previdenciárias. O governo libera os investimentos dos grandes empresários, e deixa retido somente o dinheiro dos poupadores individuais.
Recessão - No inicio do Plano Collor a inflação foi reduzida porque o plano era ousado e radical, tirava o dinheiro de circulação, porem com a redução da inflação iniciava-se a maior recessão da história no Brasil, houve aumento de desemprego, muitas empresas fecharam as portas e a produção diminui consideravelmente, tem uma queda de 26% em abril de 1990, em relação a abril de 1989. As empresas são obrigadas a reduzirem a produção, jornada de trabalho e salários, ou demitir funcionários. Só em São Paulo nos primeiros seis meses de 1990, 170 mil postos de trabalho deixaram de existir, foi o pior resultado, desde a crise do início da década de 80. O Produto Interno Bruto diminui de US$ 453 bilhões em 1989 para US$ 433 bilhões em 1990.
Collor parecia alheio a sua política econômica desastrosa, procurava passar uma imagem de super-homem, sempre aparecendo na mídia se exibindo, pilotando uma aeronave, fazendo caminhadas, praticando esportes etc. Mostrava uma personalidade forte, vaidoso, arrojado, combativo e moderno. Quem não lembra da frase "Tenho aquilo roxo".
Privatizações - Em 16 de agosto de 1990 o Programa Nacional de Desestatização que estava previsto no Plano Collor é regulamentado e a Usiminas é a primeira estatal a ser privatizada, através de um leilão em outubro de 1991. Depois mais 25 estatais foram privatizadas até o final de 1993, quando Itamar Franco já estava à frente do governo brasileiro, com grandes transferências patrimoniais do setor público para o setor privado. Sendo que o processo de privatização dos setores petroquímico e siderúrgico já está praticamente concluído. Então se inicia a negociação do setor de telecomunicações e elétrico, há uma tentativa de limitar as privatizações à construção de grandes obras e à abertura do capital das estatais, mantendo o controle acionário pelo Estado.
Plano Collor II - A inflação entra em cena novamente com um índice mensal de 19,39% em dezembro de 1990 e o acumulado do ano chega a 1.198%, o governo se vê obrigado a tomar algumas medidas. É decretado o Plano Collor II em 31 de janeiro de 1991. Tinha como objetivo controlar a ciranda financeira, extingue as operações de overnight e cria o Fundo de Aplicações Financeiras (FAF) onde centraliza todas as operações de curto prazo, acaba com o Bônus do Tesouro Nacional fiscal (BTNf), o qual era usado pelo mercado para indexar preços, passa a utilizar a Taxa Referencial Diária (TRD) com juros prefixados e aumenta o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Pratica uma política de juros altos, e faz um grande esforço para desindexar a economia e tenta mais um congelamento de preços e salários. Um deflator é adotado para os contratos com vencimento após 1º de fevereiro. O governo acreditava que aumentando a concorrência no setor industrial conseguiria segurar a inflação, então se cria um cronograma de redução das tarifas de importação, reduzindo a inflação de 1991 para 481%.
A recuperação da economia iniciou-se no final de 1992, após um grande processo de reestruturação interna das industrias. Foi fundamental a abertura do mercado brasileiro para produtos importados, a qual obrigou a industria nacional a investir alto na modernização do processo produtivo, qualidade e lançamento de novos produtos no mercado. As empresas que queriam permanecer no mercado tiveram que rever seus métodos administrativos, bem como da organização, reduzindo os custos de gerenciamento, as atividades foram centralizadas, muitos setores terceirizados. As empresas são obrigadas a investir pesado na automação, reduz a hierarquia interna nas industrias, então cresce a produtividade. Toda essa modernidade era necessária para as empresas se tornarem mais competitiva, tanto no mercado interno quanto no mercado externo. O aumento de produtividade foi fundamental para a sobrevivência das empresas, porem para os trabalhadores, significava perdas de postos de trabalho, quer dizer com menos funcionários se produziam mais, então aumenta o desemprego dos brasileiros, que em 1993 só na Grande São Paulo chega a um milhão e duzentos mil trabalhadores desempregados.
Impeachment de Collor - O Presidente da Republica foi substituído sem derramamento de sangue, golpe militar ou qualquer tipo de violência. Foi um processo pela via legal e demonstrou amadurecimento do povo e dos políticos brasileiros, o que foi excepcional para a América Latina. Collor pregava a moralidade, combate à corrupção, porem em seu governo foram constatados muitos casos de corrupção. Paulo César Faria o PC envolvido no esquema de corrupção dentro do próprio governo Collor, sendo que a CPI apurou que muito dinheiro foi para a conta corrente de Collor. Para se ter uma idéia da gravidade, custou aos cofres brasileiro, só para as despesas pessoais do presidente US$10 milhões e 600 mil. Ministros foram denunciados de corrupção, porem não houve condenações, Paulo César Farias chegou a ser preso, mas em pouco tempo ganhou a liberdade e foi curtir uma mansão na praia, onde foi encontrado morto crivado de balas. A policia não conseguiu provar nada, porem a opinião do povo era uma só, seria uma queima de arquivos.
Manoel Ruiz
Org. Prof. Alex Mendes
Marcado pelo bloqueio da poupança, Plano Collor completa 20 anos
Inflação seria combatida na demanda: sem dinheiro, é impossível consumir.
Para professor, plano era inaplicável e levaria a quebra dos bancos.
Fernando Scheller e Laura Naime Do G1, em São Paulo
Há 20 anos, em março de 1990, o presidente Fernando Collor de Mello iniciava seu mandato com um plano econômico que prometia acabar com a maior vilã da economia na época, a inflação, com um só golpe. Para isso, abandonou as estratégias de congelamento de preços de medidas anteriores, como o Plano Cruzado, e apostou suas fichas na redução da quantidade de dinheiro em circulação no país, com o bloqueio de aplicações financeiras.
Quando Collor assumiu, a inflação brasileira estava perto de 2.000% ao ano. No segundo semestre de 1989, segundo Carlos Eduardo Carvalho, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a alta dos preços saiu de controle. Desde o início dos anos 1980, apesar dos índices muito altos, o professor diz resultado era mais ou menos previsível. “A gente projetava 13%, dava 14% ou 12,5%. Mas dava para ter uma ideia.”
Diante do cenário de hiperinflação que se configurava na época, o raciocínio por trás do bloqueio da poupança era simples: reduzir a quantidade de dinheiro girando na economia, para que as pessoas não tivessem como comprar, controlando assim os preços. De acordo com Carvalho, o Plano Cruzado havia deixado uma lição: com dinheiro na mão, a população vai às compras; e com a demanda em alta, os preços voltam a subir.
Além de tirar o dinheiro de circulação – prometendo a devolução 18 meses depois, em parcelas e com remuneração pré-fixada –, o governo também baixou outras medidas de austeridade, lembra Paulo Mansur Levy, professor da PUC-RJ e economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea): definiu um plano de redução de quadros públicos e acabou com a correção diária das aplicações pelo "overnight", que era visto como um “alimentador” da inflação.
Sem surpresas
De acordo com o professor da PUC-SP, o bloqueio do dinheiro não foi exatamente uma surpresa no meio econômico: a possibilidade vinha sendo abertamente discutida. "Era algo absolutamente difundido. Eu tirei todo o meu dinheiro do banco e eu não tinha contato nenhum [com a equipe do governo Collor]. Eu estava na assessoria do PT. Não foi uma surpresa, não foi um raio no céu claro. A questão estava sendo discutida intensamente."
Carvalho defende, porém, que o choque de demanda era inexequível dadas as condições econômicas da época – a América Latina, pós-moratória nos anos 1980, estava sem financiamento externo; a economia não tinha "colchão" de liquidez. "Há quem diga que o plano não foi aplicado direito. Mas ele era inaplicável. Não tinha condições de manter o dinheiro [preso] naqueles termos sem uma recessão de grandes proporções e a quebra dos bancos."
Diante da ineficiência da medida, por si só, em acabar com a inflação – nos meses seguintes ao bloqueio do dinheiro, a taxa recuou de 70% para cerca de 10% ao mês –, o governo foi aos poucos afrouxando o aperto. Nas palavras de Levy, abriu as chamadas "torneirinhas", abrindo exceções aqui e ali, liberando parte do dinheiro retido a alguns setores. Em seis meses, segundo Carvalho, a política econômica tinha basicamente voltado ao modelo anterior ao plano.
'Ano negro'
Mesmo com a liberação de dinheiro da economia, 1990 foi um ano negro para a economia, que encolheu 4,2%, conforme o Fundo Monetário Internacional (FMI). "As 'torneirinhas' evitaram que o Brasil tivesse uma recessão ainda maior do que teve", explica o professor da PUC-RJ. Ele diz que as iniciativas em outros setores, como o corte de gastos com a demissão de servidores públicos, também não tiveram o efeito esperado na alta dos preços.
À medida que o aperto econômico se afrouxou para evitar uma recessão sem precedentes, a inflação voltou a crescer; de acordo com o economista da PUC-SP, no fim de 1990 a taxa mensal já estava próxima de 20%. Diante do tamanho do baque causado na economia, o Plano Collor, no que se refere a seu principal objetivo, teve muito pouco efeito: "Foi muito pouco, pelo tamanho do rolo que foi. Usou bala para elefante e acertou passarinho."
Entretanto, nem toda a herança do plano foi negativa. No que se refere à liberalização comercial, Carlos Eduardo Carvalho defende que o Plano Collor deu as bases para o núcleo da política econômica que o Brasil tem hoje. "[O plano definiu] programa de privatizações, regulação da economia e redução de subsídios. Significou o fim de 60, 70 anos de política desenvolvimentista. [Neste sentido], ele é completamente superior à imagem que ficou dele."
Collor x Real
Carvalho explica que, quatro anos depois, o Plano Real foi possível (e bem-sucedido) porque foi idealizado em um Brasil diferente, muito mais capitalizado, que permitiu que se pagasse a conta da paridade com o dólar e a "invasão" dos importados. "Os planejadores do real montaram em cima de uma montanha de reservas e soltaram o touro. Em seis meses, de um superávit comercial de US$ 10 bilhões, passou-se para um déficit projetado de US$ 10 bilhões. Foi um ajuste de US$ 20 bilhões, pago com as reservas."
O economista diz que os conselheiros econômicos do PSDB do Rio de Janeiro, os idealizadores do Plano Real, tinham uma "afinidade envergonhada" com o Plano Collor. "[O Plano Real] está desenhado lá [no Plano Collor], com exceção do bloqueio. Era a política que eles gostariam de fazer."
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